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jun 2, 2017

Glen Lasio | GIZ

Em “What Happens When”, Glen Lasio revela de forma emotiva a cidade e os objetos que a representam

 

O pintor italiano apresenta dez telas que reproduzem o ecossistema urbano como um espaço de individualidades e verdades distintas

 

 

Estreou na Galeria Nicoli a exposição inédita “What Happens When”, do artista plástico italiano Glen Lasio. Até 1º de julho, a mostra apresenta dez obras do artista, produzidas entre 2014 e 2017 em São Paulo e Milão, que destacam a cidade e os objetos que a caracterizam.  Parte das telas expostas foram criadas durante uma residência artística em São Paulo, em dezembro de 2015, pelo Projeto Marieta, e outra leva no seu ateliê em Milão, onde nasceu, além de seis monotipos impressos no laboratório de arte gráfica milanês Gate44, fundado e dirigido pelo artista.

Os trabalhos expostos vão além do objeto: expõem o ecossistema urbano como um espaço de individualidades e verdades distintas, palco e testemunha de interações, histórias e vidas. As obras do artista formado em belas artes no Art Institute de Chicago, Estados Unidos, representam de forma emocional a paisagem urbana, composta por céu, grafites, ferrugem, mármore e granito, retirados do seu contexto original e apresentados por Glen com um viés desumanizado, atemporal e acrítico.

“Uma realidade não-humana. Algo transcendente, que supera a nossa existência e com a qual o homem está constantemente em relação, colocando novamente nossa memória e passagem nesta terra em uma dimensão limitada, finita, evidentemente pouco importante diante da imensidão do não-humano”, diz o curador Giovanni Pirelli.

Da reprodução emocional da realidade, o artista evolui na obra para um esforço físico de autoconhecimento e segue duas ações distintas: a de aplicação em camadas dos objetos artísticos que se comportam de forma lógica e racional; e o objetivo de representar a paisagem urbana – tema explorado para essa série. No processo de produção, de maneira instintiva, Glen Lasio remove brutalmente extratos de tinta, expondo as camadas inferiores, ou, ainda, cobre todos os acúmulos com uma nova camada de tinta branca, o que anula todo o esforço feito até aquele ponto. Com isso, a construção racional da pintura é constantemente ameaçada pela repentina desconstrução efetuada pelo artista.

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