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Corpos são diariamente organizados e transformados por móveis e arquiteturas.

É intrigante notar que, por um lado, temos a dança moderna libertando o corpo da rigidez do balé clássico (aqui ele deve se adaptar à forma, sem negociações), enquanto, por outro, parece que nos tornamos escravos do próprio mundo que criamos. E os danos são impressos diariamente por meio de gestos, posturas e reações aos estímulos causados pelos móveis que nos cercam.

Se a proposta de muitos coreógrafos contemporâneos é esmiuçar a noção de gestos do cotidiano levando-os ao palco, provocamos aqui uma reflexão sobre estes movimentos sem deslocamento: como o corpo age e reage diante das linhas e forças do mobiliário? Como ele elimina ou potencializa um movimento ou atitude?

O corpo-ativado de cada bailarino, quando repensa sua relação com os objetos à nossa volta, grifa diferentes problemáticas. Nós, vetores, medidas e espaços. Apoio, gravidade, fluidez e equilíbrio. São corpos vivos, flexíveis, mutantes e com limites. Foram eles que aqui ditaram as regras para o nascimento de novos móveis…que nasceram com alma, com corpos presentes.

 

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